Entende-se que sua contribuição mais positiva para a ciência histórica é o seu método dos “tipos ideais”.
Nesse sentido. Weber cria um modo novo de discutir o dualismo — ciência natural vs. ciência cultural, construindo um método próprio de investigação para a sociologia.
São conceitos puros que necessariamente representam deformações da realidade. O autor explica que ele é um entendimento de que a ciência não é uma cópia da realidade, mas sim que o nosso conhecimento da realidade é um tanto limitado e imperfeito. Assim, os “tipos ideais” como capitalismo, feudalismo, etc. não ocorrem no mundo concreto com todas as características estabelecidas pelo cientista, eles são, sim, exageros propositais de situações concretas, cuja finalidade é servir para estimar o grau de pureza ou hibridez dos fatos.
Ele é uma projeção vigorosa do espírito do cientista sobre a realidade, uma violentação desta.
Para construir, então, um Tipo Ideal de uma conduta ou de uma instituição, por exemplo. É necessário estabelecer um fim e anotar somente os aspectos que tomam sentido como referência a esse fim, e não simplesmente retratá-las ou copiá-las — Deve-se, então, criar um esteriótipo da expressão concreta da conduta ou da instituição.
Segundo Weber: Os tipos ideias, expõem como se desenvolveria uma forma especial de conduta humana, se o fizesse com todo o rigor com respeito ao fim, sem pertubação alguma de erros e efeitos e de sua orientação unívoca para um só fim.
Sobre esse aspecto destaca-se uma noção de que o sujeito teria uma capacidade de compreensão endopática de caráter receptivo-artístico. Nesse sentido, deve haver então uma força no indivíduo capaz de “reviver” afetivamente as reações irracionais derivadas do sentimento. Com essa noção de compreensão endopática, devemos ser capazes de calcular seus efeitos sobre a direção e os meios de ação, isto é, sobre o que devemos fazer, acredito eu.
Aqui então passamos a estar consciente de que os “tipo ideias” são meras convenções, meros códigos, meras hipóteses de trabalho com que opera o cientista. Onde não podemos garantir que nenhuma interpretação de sentido seja a interpretação causal válida, sendo ela apenas uma interpretação do acontecer mediante a tipos ideais.
Essa ordem tipica é idealmente construída, sendo ela imposta ao mundo histórico.